Estava
em casa, à noite, aquela fome começando a bater e comecei a pensar no que eu
poderia fazer que fosse rápido, quentinho e gostoso. Lembrei de ter comprado
duas alcachofras porque estavam baratas e pareciam frescas. Resolvi aproveitar,
já que não é sempre que se acha alcachofra por aqui, muito menos barata! Nada
parecidas com as alcachofras que eu lembrava da minha infância, que eram bem
gordinhas na parte de baixo, nem das italianas que eu via no mercado de lá...
mas resolvi arriscar.
Na
minha ingenuidade achei que seria rapidinho limpar a tal da alcachofra, mas eu
nunca tinha feito isso, em casa quem fazia era minha mãe. Eu só sabia que
deveria abrir a flor e tirar os espinhos de dentro. Aham. Sério, que negócio
difícil! Peguei uma faca e tentei escavar, não deu. Pensei em dar uma
pesquisada na internet, mas já estava com a mão na massa e com o orgulho
ferido e decidi continuar com aquela raivinha crescendo die
motherf*cker, die!!. Ok, peguei meu boleador e continuei. Muita sujeira
depois, muito esforço e a fome já enorme, alcachofra limpa.
Fiz
o recheio básico da mamis, só com farinha de rosca, alho, sal e azeite. E
coloquei a bichinha para cozinhar. Dois dedinhos de água, panela tampada, fogão.
Nisso lembrei que tinha um restinho de
lentilha na geladeira, mas não queria esquentar, não ia combinar. Num acesso de
loucura criatividade, juntei um ovo, sal, alho, farinha e fermento à
lentilha, fiz um creme grosso e fritei na minha frigideira antiaderente. Deu
super certo!!
Alcachofra
pronta, depois de uns 15 minutos (quando ela começa a mudar de cor e a ficar
levemente acinzentada), panquequinha pronta, fui comer. Aaah que saudades de
alcachofra! Adoro o gostinho metálico que ela deixa na boca, adoro puxar as
pétalas e morder a carninha que fica, hmmmm.... chegando ao final das pétalas,
decidi abrir pra comer o “coração”. Decepção. Não estava bem limpa e tinha
muito pouca “carne”. Tirei o resto dos espinhos como pude, procurei o máximo de
partes comíveis ali e terminei meu jantar. Satisfeita, afinal.
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